Se uma árvore cai no meio da floresta e ninguém está lá para ver e ouvir é como se ela nunca tivesse caído. Ainda assim o evento aconteceu. Não?
Subi, não em uma árvore, mas em um ginásio, com uma missão: registrar um instante com o objetivo de ampliá-lo para a posteridade. Isso é a mesma coisa que dizer que escalei um telhado para tirar uma foto.
Quem tira a foto nunca aparece e, a menos que seja um fotógrafo famoso, está fadado a ser esquecido. Tirar uma foto para pessoas comuns como eu é como sequer estar presente no evento, exatamente como a árvore que caiu no meio da floresta. No instante do “clic” você deixa de existir na posteridade, e a foto passa a pertencer a todos que tiveram a sua imagem registrada, menos a você.
E não adianta virar a foto que do outro lado ela geralmente é branca.
Tirar uma foto é como não estar lá, e isso não faz a menor diferença: fotos são para mim um compulsão pela beleza, pela luz, pela criação. Com esse prazer de marcar momentos e ângulos aprendi a ver uma beleza bem diferente nas coisas. Muita gente repete que quem vê cara não vê coração, mas tem dificuldade de colocar isso em prática. Invariavelmente olha a cara e vê somente a cara feia.
Aprendi a ver… e admirar simplesmente. As fotos, como outras artes, podem nos surpreender pois comunicar não é apenas transmitir mas depende também de quem capta a informação.
Enquanto subia no telhado do ginásio para deixar algo para a história não pensava em outra coisa senão a necessidade de me equilibrar para não cair daquela altura. Quando olhei para baixo vi a JELB, mas não pensei em você. Pensei apenas naquela JELB que estava lá. Pois é… nada poético. Pensei no enquadramento: “opa, equilíbrio… equilíbrio…”
Pensei em muitas coisas. Minha cabeça é assim: eu sou lerdo mas minha mente é um pouco mais rápida. Sempre me preocupei com a JELB e com o futuro do trabalho. O ENL, evento que reuniu líderes da juventude luterana, ajudou a discutir muita coisa importante. Não foi muito emocionante tirar essa foto a não ser pela altura, e ainda assim a foto representa muito mais do que um amontoado de gente tentando formar a sigla “JELB”.
Essa foto representa preocupações, confiança em Deus, vontade de trabalhar, união, comunhão, e no meio de tudo isso, no instante do “clic”, eu desapareço da posteridade enquanto penso apenas uma coisa: “acho que o ‘B’ está torto”.
Rahel Victor Lehenbauer

MUUUUUITO boa a idéia!!
Vou divulgar no nosso blog!
Abraços!
Oi Carol,
Obrigado por estar ajudando a divulgar o concurso. Espero que possa participar também. Estaremos aguardando a sua inscrição.
Abraços em Cristo,
Josué
Gostei do artigo, e principalmente do tema